Qual é a cara do diabetes?

silhueta com um sinal de interrogação

Por Juliana Lessa, escritora de “A Rima da Insulina” (Ed. Quase Oito), autora do blog Insulina Portátil e jornalista na Revista EmDiabetes

Por achar que o diabetes, doença crônica não transmissível que hoje afeta cerca de 16 milhões de pessoas no Brasil, de acordo com dados da Federação Internacional de Diabetes, só tem a cara de quem é sedentário, está acima do peso ou gosta de comer doces, esta condição continua sendo uma das mais críticas em termos de saúde.

O diabetes acontece quando o pâncreas deixa de produzir insulina ou produz, mas em quantidade insuficiente. Os sintomas – sede excessiva, vontade frequente de urinar, fome recorrente, entre os mais comuns – às vezes passam despercebidos ou até mesmo são desconhecidos pela população.

Após o diagnóstico, outro dilema: nem sempre as orientações acerca do tratamento são claras e de forma com o que o paciente consiga entender sobre a importância do tratamento. Normalmente, o medo é trazido pelo desconhecido.

Muito além de insulinas, medicamentos e monitores de glicemia, a educação em diabetes também deve ser prioridade. Com a compreensão acerca do próprio diagnóstico e da importância de cada cuidado atrelado ao seu tratamento, o paciente se torna protagonista da sua condição, dono das suas decisões. Da mesma forma, a aceitação da doença e do tratamento em si é mais rápida quando existe autoconfiança.

Do outro lado desta equação de diversas variáveis, o resultado é liberdade. Liberdade para viver sem restrições, liberdade para fazer o que se gosta, liberdade para seguir por um caminho mais seguro.

O diabetes não tem cara.
Tem dúvida? Pergunte?
Tem medo? Converse.

14 de Novembro é o Dia Mundial do Diabetes, uma data para reforçar que todos tem direito à saúde, informação e tratamento adequado. Uma data para reforçar que não é preciso se esconder. Uma data para lembrar que é preciso falar sobre diabetes. E não só nessa data, mas sempre.

O diabetes não é uma sentença.

É preciso esclarecer e acabar com o estigma que – ainda existe – de que a vida acaba com o diagnóstico.

O diagnóstico é só o começo de uma nova vida que pode ser muito bem vivida!

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