Obesidade infantil: uma questão de saúde pública

Refrigerantes, biscoitos recheados, iogurtes cheios de açúcar, salgadinhos de pacote cheios de sal e aditivos. Nós, pais, mães e responsáveis pelo cuidado das crianças, sabemos como estamos rodeados de tentações, produtos que fazem mal à saúde das crianças e cujo consumo está associado a doenças como diabetes tipo 2, doenças cardíacas e digestivas e obesidade.

Atualmente, uma em cada três crianças com idade entre cinco e nove anos está acima do peso, segundo o Ministério da Saúde. A Organização Mundial de Saúde prevê que, em 2030, o Brasil será o 5º país do mundo em número de crianças com obesidade. Um cenário complexo, que envolve propagandas de alimentos nocivos à saúde dirigidas às crianças, que ainda não são capazes de diferenciar o discurso publicitário das demais narrativas, embalagens que abusam de personagens infantis e cores apelativas, pacotes posicionados na altura das crianças nos supermercados, aditivos químicos que induzem o consumo excessivo e a sensação de prazer, preço baixo e distribuição farta entre estabelecimentos comerciais. E, nesse contexto, a indústria de alimentos insiste em jogar toda a culpa da obesidade infantil no ombro das famílias: “faz uma dieta”, “eduquem seus filhos”, “façam atividade física”. Só que não, alimentação saudável não é só uma escolha individual, é uma questão de saúde pública também.

E é por isso que a ACT Promoção da Saúde tem a honra de anunciar que é uma das apoiadoras da campanha “Obesidade Infantil É Coisa Séria”, do Instituto Desiderata, que vai tratar desse tema que tanto nos preocupa com uma abordagem socialmente responsável, com o objetivo de ajudar pais, mães e familiares a entenderem os principais riscos e causas do excesso de peso e obesidade em crianças, mas também a compreender os fatores ambientais que influenciam nossas escolhas individuais. Saúde não é um privilégio de quem tem acesso à informação qualificada sobre alimentação saudável. Saúde é um direito de todas as crianças, independente de sua classe social, raça, gênero, ou escolaridade da família. E as famílias precisam saber que o poder público tem um papel e responsabilidade diante dos abusos da indústria de alimentos ultraprocessados que comprometem a saúde das crianças brasileiras.

A campanha está hospedada no site obesidadeinfantil.org.br e, além das redes sociais, será veiculada em mídia impressa, revistas e espaços segmentados. Semanalmente, a ação vai promover conteúdos que incentivam cuidados com a alimentação na infância e dados sobre a saúde das crianças e adolescentes. A criação é da agência Repense e a campanha tem apoio de ACT Promoção da Saúde, Instituto Alana, IDEC, Ieps, CREN e Aliança pela Alimentação Adequada e Saudável.

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