Mais uma vencedora: relato de Elisa Lucinda

Janeiro 6th, 2010 de MarinaK

A crônica de Elisa Lucinda sobre a sua experiência com o cigarro é uma delícia. Não deixem de ler! Foi publicada no Correio Brasiliense em 19/12/2009.

PIRO NO SUSPIRO

Pasmem os que sabiam e os que não desse meu segredo: parei de fumar. Sim, sou uma ex-fumante de um mês sem, e de trinta e seis anos com. Isto é, quase quatro décadas fumando esses cigarros que se compra em qualquer parte, nos bares, nos clubes, nos hotéis, nas portas dos colégios, nas boates, nos shoppings, nos supermercados, nos motéis, nas pousadas, nos postos, nos quiosques e outras bocas de fumo expostas e legalizadas espalhadas por aí, ao nosso dispor. Mas não escrevo para convencer ninguém a nada, não fiquei uma ex-fumante patrulhante. Sou recente e estou em estado de espanto pela nova vida. Vale dizer que eu era uma fumante cujo hábito se agravava nas festas e como delicioso acompanhante das bebidas. Falo da delícia de um gole e um trago. Quem é fumante sabe. Nessas ocasiões poderia fumar até oito cigarros, ou mais, dez. Mas em geral, dois cigarros por dia, três e pronto. Também era de hábito, depois de uma noite regada a fumaça, álcool, dança e tudo que tem numa festa, eu costumava ficar em uma abstinência natural durante todo o dia seguinte; mais que uma abstinência, uma certa ressaca, uma certa ojeriza ao cheiro do cigarro. Então me diziam: puxa, mas você fuma tão pouco que nem precisa parar. Não sei por que, há um mês, depois de um desses days after, resolvi subitamente parar de fumar, sem me preparar para isso. Aproveitei o nojo, a fala do corpo que me fazia rejeitar e pensei: acho que não volto a fumar. Logo depois, sequência direta, li num jornal que Mara Manzan tinha morrido; nossa querida, valente e divertidíssima atriz. Na matéria do óbito tinha uma declaração dela: “Não foi só o cigarro que me deu esse tumor nos pulmões, eu também cuspia fogo e engoli muito querosene nessa vida”. Na hora pensei, se eu não estivesse com esse foco, eu suprimiria a palavra só e leria que não foi o cigarro, e sim o querosene. Mas como o meu desejo era outro, eu li exatamente o que as palavras diziam: que ,além do cigarro, o querosene também a matou. Então pensei, vou parar de comprar meu câncer. Esses donos de fábrica de tabaco devem ser sócios dos laboratórios de quimioterapia como os hakers precisam produzir a doença para vender o remédio.
Sei que escrevo agora uma crônica quase dura, principalmente para quem fuma, mas não posso deixar de compartilhar essa experiência com meus iguais. Estou chocada: sem usar nenhum emplastro, sem pastilhas e outros recursos para atravessar o processo, estou sem fumar a frio. No entanto, o mundo cintila com igual força ao meu redor e, como se um espírito não fumador estivesse encostado em mim, eu não tenho a mínima vontade de fumar desde esse dia, e nunca mais. E olha que passei por testes muito difíceis, aparentemente. A saber: aniversário de Márcia do Valle, minha querida amiga, aniversarau de Maria Paula, sarau de Totonho Villerois, todos com vinho, champagne, cerveja e wisky, e cigarros para quem quisesse, atravessando a madrugada. E eu lá, com as minhas tacinhas, sem incomdar a ninguém, sem virar um evangélico chato, só me divertindo com a nova vida, tão possível, meu deus!, e o melhor, sem perder a graça. A vida me convoca a me despedir de um velho vício. Há muitos anos eu não me despedia de um velho vício! Topei. Fui no fundamento dele e achei uma tola desobediência a meu pai, um jeito de me afirmar como jovem, um jeito datado de chocar; achei também uma oralidade, uma ansiedade, uma vontade de comer o mundo como se fosse uma chupeta que comecei a sugar na hora que estava me construindo, adolescente, como a gente grande que viria a ser. Desmontado o enigma, a sensação que me invadia nos primeiros dias sem fumar é a de que esse costume em mim parece ter perdido a validade, não sou mais aquela, saí daquela moda , mudei de formato, e essa é minha mais atual transformação. Bem, para quem nasceu careca, sem dente e sem saber andar, até que essa transformação não é tão radical assim. E depois, o show da mutação não para. Quem recebe a glória de ficar velhinho pode ter o álbum das diversas fases da grande viagem, para confirmar o que digo. Nos novos dias tenho “viajado” no paladar das coisas, sempre fui boa de sentido, mas agora estou melhor. Faz sentido. Minha voz também está mais bonita. Para completar a partitura, ainda ouvi de um gentil cavaleiro, doces palavras: “hum, você sem fumar, é um poema sem palavras feito só de cheiro”; êxtase de ouvir isso.
Mas deixei para o final a invisível mão que mais me acolheu, subsidiou e deu patamar de fortaleza à minha decisão: Dona Poesia. Foi ela, meu Deus, outra vez, que numa displicente noite, ao abrir um livro de Quintana, lançou-me na cara: “Desconfia dos que não fumam: esses não tem vida interior, não tem sentimentos. O cigarro é uma maneira disfarçada de suspirar…”. Pirei! De novo Quintana tinha razão: ao fumar visitamos nossos interiores, refletimos, conversamos com nossas vozes íntimas, e é por isso que o Zeca Baleiro diz que “a solidão é o meu cigarro”, mas, para os meus propósitos, me agarrei foi no final, na função do verbo suspirar. Então comecei, só para brincar, a fumar um cigarro imaginário e tragá-lo profundamente, suspirar e soltar o ar. Dá uma onda parecida com yoga, parecida com amor. Sou romântica, e os românticos suspiram profundamente; o ar visita as vísceras, o diafragma, enche os pulmões, oxigena o cérebro e volta outro pra donde veio. Então é isso, agora eu ministro suspiros em mim quando lembro, quando quero, quando preciso, e sem me matar por isso. Espero assim, pelo menos desse jeito, adiar para muito longe o meu último suspiro.

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Dezembro 23rd, 2009 de MarinaK

Estamos no final do ano, época em que pensamos nas mudanças que queremos fazer e nos planos para o ano que vem. Muitas pessoas que querem parar de fumar e ainda não conseguiram, aproveitam a virada do ano para renovar as forças para começarem o ano livres do cigarro. Se você deixou de fumar ou está tentando, conte a sua experiência aqui. Você pode ajudar muitas pessoas que estão passando pela mesma situação compartilhando dicas, dificuldades e sucessos .

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Apple não conserta computadores de fumantes

Dezembro 2nd, 2009 de MarinaK

Segundo informou o site ‘20 minutos’, algumas lojas da Apple recusaram-se a consertar problemas de computadores usados por fumantes temendo os efeitos nocivos da nicotina para a saúde dos seus técnicos de informática.

Uma mulher nos Estados Unidos levou o seu computador a uma loja da Apple e ficou surpreendida ao saber que os técnicos não se responsabilizam por danos em computadores de fumantes, já que a garantia não cobre e que consideram o tabaco uma substância “perigosa” para a saúde e para o bem-estar.

O caso desta mulher não é único, pois existe uma associação de consumidores (“The Consumerist”) que alerta para os malefícios que podem ser causados para os que manuseiam computadores poluídos pelo tabaco. Segundo esta organização, a empresa de Steve Jobs tem recebido várias queixas dos consumidores que não compreendem a sua posição.

Fonte: http://www.correiomanha.pt/noticia.aspx?contentid=42D0BB26-FEF9-4DEA-B1DF-F5DCC513192D&channelid=00000021-0000-0000-0000-000000000021

23 Novembro 2009 - 12h59

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Cinzeiro de rua usado no Canadá - boa solução p/ evitar o acúmulo de bitucas no chão

Novembro 28th, 2009 de Monica

cinzeiro 1 - cinzeiro 1

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Cigarros podem conter centenas de bactérias

Novembro 26th, 2009 de MarinaK

Além de ser composto por centenas de produtos químicos prejudiciais à saúde, o cigarro pode conter diversas bactérias causadoras de doença, segundo um estudo da Universidade de Maryland, nos EUA.
O exame de quatro marcas de cigarro – Camel, Kool Filter Kings, Lucky Strike Original e Marlboro – mostrou que «os cigarros comercialmente disponíveis testados estavam surpreendentemente cheios de bactérias».
Entre as bactérias encontradas, os cientistas destacaram a Acinetobacter (associada a infecções no sangue e nos pulmões), bacilos (alguns tipos associados com intoxicação alimentar), Burkholderia (algumas estirpes associadas a infecções respiratórias), Clostrídio (infecções pulmonares e intoxicações alimentares), Klebsiella (infecções diversas, incluindo sangue e pulmões) e Pseudómonas aeruginosa (responsável por 10% das infecções hospitalares).

«Se estes organismos podem sobreviver ao processo de fumar – e nós acreditamos que podem –, então, poderiam contribuir para doenças infecciosas e crônicas em fumantes e para aqueles expostos ao fumo do tabaco», destacam os investigadores.
Agora, os estudiosos pretendem continuar as investigações para verificar se essas bactérias podem contribuir diretamente para as doenças associadas ao tabagismo.

Fonte:http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=62&id_news=422967&page=0

quarta-feira, 25 de Novembro de 2009 | 15:28

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Não percam! A exposição ” Propagandas de Cigarro. Como a indústria do fumo enganou as pessoas” chegou ao Rio.

Novembro 25th, 2009 de MarinaK

convite exposi    o - convite exposi    o

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Fumo e álcool

Novembro 25th, 2009 de Monica

Foi publicada agora em novembro uma pesquisa do Grea (Grupo Interdisciplinar de Estudos de Álcool e Drogas), do Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP, analisando o uso da droga topiramato no tratamento de alcoolistas fumantes.

Segundo a pesquisa, esta pode ser uma alternativa para tratar as duas dependências ao mesmo tempo, algo difícil ainda hoje. Outros estudos são necessários para comprovar este benefício, mas os resultados são promissores: houve diminuição de consumo de bebidas e redução de 40% no consumo de cigarros pelo grupo de pacientes que recebeu o medicamento. Já entre os grupos que receberam outra droga (naltrexona) ou placebo, a redução foi de 10%.

A pesquisa está descrita no artigo “Effects of topiramate or naltrexone on tobacco use among male alcohol-dependent”, publicada em novembro na revista Drug and Alcohol Dependence.

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Segundo pesquisa canadense, jogos 3D podem ajudar fumantes a largar o vício.

Novembro 18th, 2009 de MarinaK

Na semana passada, pesquisadores da Universidade de Quebec, no Canadá, divulgaram resultados de um estudo no qual um equipamento da realidade virtual serviu como aliado na luta contra o tabagismo. 46 fumantes se arriscaram num jogo de objetivo simples: encontrar e esmagar o maior número de cigarros possível. O índice de pessoas que largaram o cigarro após esse experimento subiu em 15%. Para avaliar a eficácia do estudo, outros 45 fumantes testaram uma outra versão do jogo, na qual os cigarros foram substituídos por bolas. Nesse caso, a porcentagem de sucesso foi 2%. O game foi utilizado como complemento em um programa de apoio psicológico para fumantes.
“Depois de tratar viciados de forma tradicional com taxa de sucesso de cerca de 50%, decidimos que era preciso ir além”, diz o pesquisador Vincent Turcotte, um dos responsáveis pelo estudo. “A realidade virtual surgiu como uma maneira eficiente de bloquear reflexos típicos dos dependentes, como levar a mão à boca para fumar.” Embora os pesquisadores afirmem que novos testes são imprescindíveis, algumas conclusões já podem ser traçadas. A primeira delas está relacionada à capacidade de assumir comportamentos contrários ao tabagismo. Em outras palavras, um dos primeiros passos para o sucesso é acreditar que é possível abandonar o cigarro. O game aumenta a autoconfiança contra a dependência.
Outra possível explicação para os bons resultados é a associação entre o cenário virtual e a sensação de prazer proporcionada pelo jogo. Para um fumante, o cheiro da fumaça já é suficiente para ativar o vício. Quando se trata de uma pessoa que luta para abandoná-lo, tais estímulos podem jogar no lixo meses de abstinência. Já no game, a experiência de destruir cigarros combinada à diversão fortalece a ideia de que uma atitude de resistência pode produzir satisfação imediata. Segundo Turcotte, a tecnologia pode ser usada no combate a outros vícios. “Se temos condições de alterar um vício tão complexo quanto o do cigarro, é muito provável que a realidade virtual também possa ser usada no tratamento de outros tipos de dependência”, diz ele.

Fonte: http://www.terra.com.br/istoe/edicoes/2088/realidade-virtual-beneficio-real-pesquisadores-canadenses-usam-jogos-3d-para-156164-1.htm

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Entra em vigor a Lei Antifumo no Rio

Novembro 18th, 2009 de MarinaK

Hoje entra em vigor a lei antifumo no Rio! É bom lembrar que a lei não foi criada para perseguir os fumantes, mas para definir um novo hábito. Com a lei, os fumantes passarão a fumar em local adequado, sem prejudicar a saúde da população.

Entrem no site RIO SEM FUMO criado pelo governo do Rio de Janeiro.
http://www.riosemfumo.rj.gov.br/site/conteudo/index.asp

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Novembro 8th, 2009 de Monica

antismoking02 1 - antismoking02 1

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