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	<title>ACT</title>
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	<description>Blog da Aliança de Controle do Tabagismo</description>
	<pubDate>Fri, 05 Mar 2010 19:34:54 +0000</pubDate>
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		<title>Manifestação na frente do Congresso Nacional</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Mar 2010 19:33:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>MarinaK</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Vejam a manifestação em frente ao Congresso Nacional na última quarta-feira, dia 03 de Março, em prol da aprovação do Projeto de Lei 315 que acaba com a previsão dos fumódromos e estabelece ambientes fechados 100% livres de fumo. A ACT contou com a participação de membros do Ministério da Saúde e também com alunos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Vejam a manifestação em frente ao Congresso Nacional na última quarta-feira, dia 03 de Março, em prol da aprovação do Projeto de Lei 315 que acaba com a previsão dos fumódromos e estabelece ambientes fechados 100% livres de fumo. A ACT contou com a participação de membros do Ministério da Saúde e também com alunos da Universidade Nacional de Brasília.<a href="http://blog.actbr.org.br/up/a/ac/blog.actbr.org.br/img/.resized_Manifesta____o_BSB_FEV_2010_COMPACTO.jpg" onclick="lw_image_popup('http://blog.actbr.org.br/up/a/ac/blog.actbr.org.br/img/Manifesta____o_BSB_FEV_2010_COMPACTO.jpg',1024,768,'Manifesta    o BSB FEV 2010 COMPACTO - Manifesta    o BSB FEV 2010 COMPACTO'); return false;"><img src="http://blog.actbr.org.br/up/a/ac/blog.actbr.org.br/img/.resized_Manifesta____o_BSB_FEV_2010_COMPACTO.jpg" alt="Manifesta    o BSB FEV 2010 COMPACTO - Manifesta    o BSB FEV 2010 COMPACTO" title="Manifesta    o BSB FEV 2010 COMPACTO - Manifesta    o BSB FEV 2010 COMPACTO" /></a>
</p>
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		<title>ACT lança sua nova campanha &#8220;Diga não à propaganda de cigarro&#8221;</title>
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		<pubDate>Wed, 03 Mar 2010 17:37:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>MarinaK</dc:creator>
		
		<category>Notícias</category>

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		<description><![CDATA[O jornalista Pedro Bial comprou a ideia na hora: é dele a locução do vídeo “Diga não à propaganda de cigarro”, dirigido pela cineasta Adriana Dutra e por Tuco, e produzido pela Aliança de Controle do Tabagismo - ACT. 
No filme, de 19&#8242;, foram ouvidos jovens brasileiros de várias classes sociais sobre a percepção que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O jornalista Pedro Bial comprou a ideia na hora: é dele a locução do vídeo “Diga não à propaganda de cigarro”, dirigido pela cineasta Adriana Dutra e por Tuco, e produzido pela Aliança de Controle do Tabagismo - ACT. </p>
<p>No filme, de 19&#8242;, foram ouvidos jovens brasileiros de várias classes sociais sobre a percepção que têm da publicidade de cigarros que os atinge diariamente, em pontos de venda e eventos, apesar de ser proibida por lei nos meios de comunicação em massa. Especialistas em comunicação e publicidade, por sua vez, explicam como a propaganda de cigarros em pontos de vendas atinge o consumidor e é decisiva na hora da compra.</p>
<p>O objetivo da ACT é mostrar como a indústria do tabaco continua a promover seus produtos em pontos de vendas e eventos privados, apesar da restrição à publicidade nos meios de comunicação de massa existir desde o ano 2000.  A mensagem é clara: um produto que mata metade dos seus consumidores regulares não deve ser anunciado dessa maneira.</p>
<p>O vídeo foi lançado ontem,  terça-feira, dia 2 de março, no Plenário 3 da Ala das Comissões da Câmara dos Deputados (Anexo II), em Brasília, às 9:30.</p>
<p><a href="http://blog.actbr.org.br/up/a/ac/blog.actbr.org.br/img/.resized_Diga_n__o_a_propaganda_de_cigarro.jpg" onclick="lw_image_popup('http://blog.actbr.org.br/up/a/ac/blog.actbr.org.br/img/Diga_n__o_a_propaganda_de_cigarro.jpg',600,851,'Diga n  o a propaganda de cigarro - Diga n  o a propaganda de cigarro'); return false;"><img src="http://blog.actbr.org.br/up/a/ac/blog.actbr.org.br/img/.resized_Diga_n__o_a_propaganda_de_cigarro.jpg" alt="Diga n  o a propaganda de cigarro - Diga n  o a propaganda de cigarro" title="Diga n  o a propaganda de cigarro - Diga n  o a propaganda de cigarro" /></a></p>
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		<title>ACT na TV Globo do Rio</title>
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		<pubDate>Fri, 26 Feb 2010 19:08:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>MarinaK</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Esta semana o vt da campanha &#8221; Quem não fuma não é obrigado a fumar&#8221; da ACT/INCA foi veiculado em horário nobre da rede Globo do Rio nos intervalos do Jornal Nacional e da novela das 8. Ficamos muito orgulhosos, pois nossa campanha está sendo vista por milhares de pessoas! Sabemos que o vt da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Esta semana o vt da campanha &#8221; Quem não fuma não é obrigado a fumar&#8221; da ACT/INCA foi veiculado em horário nobre da rede Globo do Rio nos intervalos do Jornal Nacional e da novela das 8. Ficamos muito orgulhosos, pois nossa campanha está sendo vista por milhares de pessoas! Sabemos que o vt da companha está sendo veiculado em outros estados também. Alguém viu?</p>
<p><a href="http://blog.actbr.org.br/up/a/ac/blog.actbr.org.br/img/.resized_Campanha_ACT.jpg" onclick="lw_image_popup('http://blog.actbr.org.br/up/a/ac/blog.actbr.org.br/img/Campanha_ACT.jpg',1630,1073,'Campanha ACT - Campanha ACT'); return false;"><img src="http://blog.actbr.org.br/up/a/ac/blog.actbr.org.br/img/.resized_Campanha_ACT.jpg" alt="Campanha ACT - Campanha ACT" title="Campanha ACT - Campanha ACT" /></a>
</p>
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		<title>Luta diária de quem tenta deixar o vício</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Feb 2010 16:30:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>MarinaK</dc:creator>
		
		<category>Notícias</category>

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		<description><![CDATA[Seis meses depois de a lei antifumo entrar em vigor, três paulistanos contam suas batalhas pessoais contra o cigarro
Em seis meses de lei antifumo, que proíbe o cigarro em espaços fechados em São Paulo, foram várias as tentativas de impedir a legislação de vigorar –no total, 27 pedidos de liminares foram protocolados, solicitando liberação do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Seis meses depois de a lei antifumo entrar em vigor, três paulistanos contam suas batalhas pessoais contra o cigarro</p>
<p>Em seis meses de lei antifumo, que proíbe o cigarro em espaços fechados em São Paulo, foram várias as tentativas de impedir a legislação de vigorar –no total, 27 pedidos de liminares foram protocolados, solicitando liberação do fumo no Estado. Nenhum deles, porém, foi aceito pelo Judiciário e até aqui o Estado vence tranquilamente a guerra nos tribunais. Algo diferente ocorre nas pequenas batalhas particulares, nos embates diários de quem luta para largar o fumo. Guerra contra o próprio corpo que se mostra, frustração após frustração, bem mais difícil. Entre julho e agosto do ano passado – até que a lei entrou em vigor, em 7 de agosto –, acompanhamos a trajetória de três paulistanos,que tentavam abandonar o vício. Em 26 dias de contatos telefônicos diários, Aparecida Santucci dos Passos, de 43 anos, Alex do Nascimento, de 31, e Elton Isaac dos Santos, de 40, relataram suas frustrações e dúvidas, enquanto tentavam finalmente chegar à categoria de ex fumantes. Na época, conseguiram avanços, diminuíram quantidades, mas o cigarro continuava presente em suas vidas. Seis meses depois, nenhum dos paulistanos conseguiu parar – continuam entre os cerca de 2 milhões de moradores da cidade que fumam, segundo a Pesquisa Especial de Tabagismo, realizada no ano passado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).<br />
Aparecida está frustrada por ter recaído no vício após quatro meses de abstinência, diz se sentir “fraca” e relata “medo” de tentar novamente. Alex sente falta de “algum incentivo a mais” para conseguir largar os poucos cigarros que ainda fuma. E Elton diz que falta pouco, mas ainda não “tomou vergonha na cara” o suficiente. Em comum, todos dizem que ainda<br />
vão conseguir. Outra opinião comum entre os três é a de que não foram influenciados pela nova lei na decisão de parar de fumar. Eles relatam, porém,que ver menos pessoas fumando nos lugares que frequentam ajuda a manter afastada a tentação. “Fumante e ex-fumante, quando vê alguém com cigarro na boca, sente vontade na hora de fumar”, diz a cardiologista Jaqueline Issa, coordenadora do Ambulatório de Tratamento do Tabagismodo Instituto do Coração (Incor). “Manter quem está se tratando longe da tentação é outro mérito da lei.” Acompanhe, abaixo, um pouco do drama de quem tenta, há pouco mais de sete meses, deixar o vício de lado.  A primeira iniciativa foi esconder os cigarros numa fonte no quintal de casa, na Mooca, zona leste de São Paulo. Mas o vício era tanto para quem fuma desde os 14 anos que só o barulho da água fazia voltar a vontade. A solução foi despistar a fissura, guardando os maços no armário. </p>
<p>A dona de casa Aparecida Santucci dos Passos, de 43 anos, experimentou várias táticas. Com medicamentos e distante de tudo que a lembrasse de cigarro, ficou quatro meses sem fumar. Acompanhada pelo <strong>Estado</strong> entre julho e agosto, ela dizia ter dois apoios: família e água – quando a vontade batia, tomava um copo. Foi como enganou o vício entre agosto e dezembro. Até que, no começo de dezembro, filho teve de operar o joelho por causa de umac ontusão de futebol. Aparecida lembrou de um irmão que perdeu a perna esquerda por causa de tétano. Ela ficou tensa. Numa noite, foi ao quintal e reacendeu o vício. “Foi um fracasso enorme. Sinto medo de tentar e fracassar novamente. Mas tracei meu objetivo: agora é isso que tenho de vencer, e vou vencer.” Ela não vai ao Centro de Referência de Álcool, Tabaco e Outras Drogas (Cratod)  desde novembro. Também não toma mais medicamentos. E estacionou em 11 cigarros por dia. “Sei que só vou parar com remédios. Pretendo voltar ao Cratod até dia 15, parar e tomar o tratamento com fluoxetina (remédio contra depressão) e Ansitec (contra ansiedade)”, disse.“Não desisti.” Ela conta com a família e a água. “Mas vou adicionar força de vontade e um novo hobby.”Praticará tênis no Parque da Mooca. “Vou ficar tão cansada que não terei força nem para levar o cigarro à boca.” </p>
<p>O professor Elton Isaac dos Santos, de 40 anos, tem convivência íntima com o cigarro. É uma de suas armas na luta para tirar crianças e adolescentes do mundo do crack, no instituto de caridade no qual trabalha, na zona leste de São Paulo. “A maioria deixa o crack e vai direto para o tabaco. É uma forma de redução de danos, e entendemos isso como natural”, diz. “O problema é quando alguém que não tem problemas maiores não consegue deixar esse vício.” Santos se refere a ele mesmo. Diminuiu o cigarro a cinco unidades diárias, mas ainda cai na tentação quando as tragadas vêm junto com a cerveja do fim das tardes. “Isso é que me mata”, desabafa. Nesses momentos, pode vir a fumar até meio maço – algo inaceitável, ele diz, vergonha na cara”. Mesmo com os alunos chamando sua atenção, como relatou ao <strong>Estado</strong> em julho e agosto do ano passado, ainda não conseguiu ir até o fim no tratamento. “Usei os adesivos no braço até que a progressão chegou a um nível mínimo de nicotina. Agora é por minha conta, preciso me dedicar mais”, diz o professor, que frequenta o Centro de Referência de Álcool, Tabaco e Outras Drogas (Cratod) para acompanhamento psicológico. “Fiquei no máximo quatro dias sem cigarro, mas estou trabalhando para isso aumentar pouco a pouco”, conta. “A próxima meta é ficar uma semana sem fumar. E, depois, mais e mais. Vou conseguir.”</p>
<p> O problema de Alex do Nascimento, de 31 anos, não é mais os três maços de cigarro que costumava fumar a cada semana desde a adolescência–a dificuldade atual é largar os míseros dois cigarrinhos, que fuma para “começar e terminar bem” o dia. “O mais complicado é deixar o hábito. Quero parar de fumar, vou parar de fumar, mas ainda não sei quando. Acho que no momento em que decidir que quero mesmo não vai ter para ninguém. Falta só um pouquinho de força de vontade”, admitiu. Alex é daqueles que não acredita ser, como disse, “quimicamente viciado”em cigarro. “Fumo mais pelo prazer”, justificou. “Não acho que preciso de tratamento.” Nos 30 dia sem que o <strong>Estado</strong> o acompanhou, entre julho e agosto, Alex repetia diariamente que pararia de fumar “em breve”. Quatro meses depois, o prazo estabelecido ainda é relativo. “Continua sendo em breve”, disse.“Talvez até o fim do ano largo esses últimos dois que faltam.”</p>
<p>Fonte: DOMINGO, 7 DE FEVEREIRO DE 2010, O ESTADO DE S. PAULO
</p>
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		<title>Viciada, cobra de estimação fuma dois cigarros por dia</title>
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		<pubDate>Wed, 03 Feb 2010 17:25:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>MarinaK</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Viciada, cobra de estimação fuma dois cigarros por dia
Morador de Taiwan conta que animal dá &#8216;tragadas&#8217; logo cedo e à noite.
Bicho teria ficado viciado por conta de fumaça em ambiente onde vive.
 &#8216;Ele fica agitado se não fumar um cigarro de manhã e outro de noite.&#8217; 
Um morador de Taiwan afirma que sua cobra de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Viciada, cobra de estimação fuma dois cigarros por dia</p>
<p>Morador de Taiwan conta que animal dá &#8216;tragadas&#8217; logo cedo e à noite.<br />
Bicho teria ficado viciado por conta de fumaça em ambiente onde vive.</p>
<p> &#8216;Ele fica agitado se não fumar um cigarro de manhã e outro de noite.&#8217; </p>
<p>Um morador de Taiwan afirma que sua cobra de estimação não consegue viver sem fumar diariamente. Segundo Sho Lau, o réptil, de 3 anos, se viciou na fumaça do ambiente onde vive, e agora &#8220;exige&#8221; dar suas tragadas.</p>
<p>&#8220;Ele é muito domesticado. Um dia eu joguei uma bituca no chão e ele foi lá e começou a brincar com o resto de cigarro. Parecia que ele estava se divertindo com aquele objeto na boca&#8221;, afirma Lau, 33 anos, que fuma em média um maço de cigarros por dia.</p>
<p>&#8220;Uma coisa levou à outra, e agora ele fuma um cigarro logo pela manhã e um à noite, antes de dormir.&#8221;</p>
<p>Segundo Lau, o animal fica bastante irritado caso não consuma sua dose diária de nicotina. &#8220;O problema é que ele sempre fila meus cigarros&#8221;, brinca.</p>
<p>Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/PlanetaBizarro/0,,MUL1473609-6091,00-VICIADA+COBRA+DE+ESTIMACAO+FUMA+DOIS+CIGARROS+POR+DIA.html</p>
<p> <a href="http://blog.actbr.org.br/up/a/ac/blog.actbr.org.br/img/.thumb_cobra_fumando.jpg" onclick="lw_image_popup('http://blog.actbr.org.br/up/a/ac/blog.actbr.org.br/img/cobra_fumando.jpg',375,495,'cobra fumando - cobra fumando'); return false;"><img src="http://blog.actbr.org.br/up/a/ac/blog.actbr.org.br/img/.thumb_cobra_fumando.jpg" alt="cobra fumando - cobra fumando" title="cobra fumando - cobra fumando" /></a>02/02/10 - 16h14 - Atualizado em 02/02/10 - 18h14
</p>
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		<title>Cigarro explode na boca de fumante</title>
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		<pubDate>Wed, 03 Feb 2010 12:55:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>MarinaK</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[JACARTA — Uma fábrica de cigarros na indonésia pediu desculpas e aceitou pagar os gastos médicos e odontológicos de um fumante que perdeu seis dentes depois da misteriosa explosão do cigarro que fumava.
Andi Susanto, um guarda de segurança de 31 anos, circulava de moto perto de Jacarta quando acendeu um cigarro da marca Clas Mild [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>JACARTA — Uma fábrica de cigarros na indonésia pediu desculpas e aceitou pagar os gastos médicos e odontológicos de um fumante que perdeu seis dentes depois da misteriosa explosão do cigarro que fumava.</p>
<p>Andi Susanto, um guarda de segurança de 31 anos, circulava de moto perto de Jacarta quando acendeu um cigarro da marca Clas Mild e este repentinamente explodiu.</p>
<p>Susanto precisou dar vários pontos na boca e teve os dentes extraídos. Depois de sua hospitalização, o homem procurou o fabricante, que aceitou pagar todas as suas despesas.</p>
<p>A polícia abriu uma investigação do caso e Susanto decidiu parar de fumar.<br />
Fonte: Agência France Press, publicado no dia 02/02/2010 às 13:08
</p>
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		<title>ACT no Fórum Social Mundial</title>
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		<pubDate>Thu, 28 Jan 2010 19:57:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>MarinaK</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[A ACT esteve presente no Fórum Social Mundial nos dias 25 a 29 de janeiro, em Porto Alegre e Novo Hamburgo. Além de realizar palestra no acampamento da juventude, a ACT articulou contra organizações, distribuiu material informativo e coletou assinaturas para a campanha Por Um Brasil Livre de Fumo em Lugares Fechados. Aliás, quem ainda [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A ACT esteve presente no Fórum Social Mundial nos dias 25 a 29 de janeiro, em Porto Alegre e Novo Hamburgo. Além de realizar palestra no acampamento da juventude, a ACT articulou contra organizações, distribuiu material informativo e coletou assinaturas para a campanha Por Um Brasil Livre de Fumo em Lugares Fechados. Aliás, quem ainda não participou, é só acessar o link http://brasil.livredefumo.org.br/ que encontra-se no nosso site e assinar. As caveiras da ACT também estiveram presentes no estádio Gigantinho e saudaram o presidente Lula durante o seu discurso. Com os seus cigarrões em punho, nossas caveiras cobraram do governo avanços no tema do controle do tabagismo.<a href="http://blog.actbr.org.br/up/a/ac/blog.actbr.org.br/img/.resized_Forum_social_Mundial2.jpg" onclick="lw_image_popup('http://blog.actbr.org.br/up/a/ac/blog.actbr.org.br/img/Forum_social_Mundial2.jpg',640,480,'Forum social Mundial2 - Forum social Mundial2'); return false;"><img src="http://blog.actbr.org.br/up/a/ac/blog.actbr.org.br/img/.resized_Forum_social_Mundial2.jpg" alt="Forum social Mundial2 - Forum social Mundial2" title="Forum social Mundial2 - Forum social Mundial2" /></a>
</p>
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		<title>ACT lamenta a perda de Zilda Arns</title>
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		<pubDate>Mon, 18 Jan 2010 19:58:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Monica</dc:creator>
		
		<category>Notícias</category>

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		<description><![CDATA[Como todos têm acompanhado através de notícias nos meios de comunicação, o Brasil perdeu uma grande médica pediatra e sanitarista, a Dra. Zilda Arns. Suas qualidades eram inúmeras e sua contribuição para saúde pública é reconhecida internacionalmente.
O que nem todos sabem é que recentemente a Dra. Zilda Arns havia manifestado expressamente seu apoio à proibição [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Como todos têm acompanhado através de notícias nos meios de comunicação, o Brasil perdeu uma grande médica pediatra e sanitarista, a Dra. Zilda Arns. Suas qualidades eram inúmeras e sua contribuição para saúde pública é reconhecida internacionalmente.</p>
<p>O que nem todos sabem é que recentemente a Dra. Zilda Arns havia manifestado expressamente seu apoio à proibição do fumo em ambientes fechados. Por ocasião da discussão sobre a lei antifumo do Paraná, foi pessoalmente conversar com deputados, solicitando que fosse aprovada a lei estadual que extinguia os fumódromos em locais fechados. </p>
<p>Em nome da Pastoral da Criança, enviou carta a todos os deputados estaduais do Paraná (reproduzida abaixo). A aprovação da lei pode ser considerada mais uma grande conquista em favor da população que contou com a notável participação da Dra. Zilda. </p>
<p>A ACT lamenta o trágico terremoto ocorrido no Haiti, que teve entre suas vítimas justamente a Dra. Zilda Arns.  </p>
<p>Carta enviada aos Deputados Estaduais do Paraná:</p>
<p>Curitiba, 10 de setembro de 2009.<br />
Of. nº 168/2009<br />
Exmo. Sr.<br />
Deputado Estadual Nelson Justus<br />
Presidente da Assembléia Legislativa do Paraná</p>
<p>Paz e Bem!<br />
A Pastoral da Criança, em sua missão de levar vida em abundância a todas as crianças, apóia todas as medidas que possam diminuir os malefícios que o fumo causa:</p>
<p>•Fumar ou ser fumante passiva durante a gravidez traz sérios riscos: abortos espontâneos, nascimentos prematuros, bebês de baixo peso, mortes fetais e de recém-nascidos, complicações com a placenta e episódios de hemorragia (sangramento) ocorrem mais frequentemente quando a mulher grávida fuma. A gestante que fuma apresenta mais complicações durante o parto e tem o dobro de chances de ter um bebê de menor peso e menor comprimento, comparando-se com a grávida que não fuma;<br />
•Os riscos para a gravidez, o parto e a criança não decorrem somente do hábito de fumar da mãe. Quando a gestante é obrigada a viver em ambiente poluído pela fumaça do cigarro ela absorve as substâncias tóxicas da fumaça, que pelo sangue passa para o feto. Quando a mãe fuma durante a amamentação, a nicotina passa pelo leite e é absorvida pela criança<br />
•Em bebês há risco:<br />
- 5 vezes maior de morrerem subitamente sem uma causa aparente (Síndrome da Morte Súbita Infantil);<br />
- Maior risco de doenças pulmonares até 1 ano de idade, proporcionalmente ao número de fumantes em casa<br />
•Em crianças há maior frequência de resfriados e infecções do ouvido médio; risco maior de doenças respiratórias como pneumonia, bronquites e exarcebação da asma.</p>
<p>Segundo informações do INCA (Instituto Nacional de Câncer), 5,4 milhões de pessoas morrem por ano no mundo devido aos males provocados pelo tabaco. No Brasil esse número chega a 200 mil mortes. A previsão é de que em 2030, 8 milhões de pessoas morram em 80% dos países mais pobres.</p>
<p>Desde as descobertas sobre os malefícios do fumo passivo na década de 80, a tendência mundial tem sido a criação de ambientes fechados livres de fumo. A permissão da existência de fumódromos não mais atende ao que hoje se sabe em termos de proteção da saúde pública e ocupacional em relação à poluição tabagística ambiental.</p>
<p>A exposição à fumaça ambiental de tabaco causa graves danos à saúde. Não há níveis seguros de exposição e não há tecnologia de engenharia de ventilação eficaz. A Sociedade Americana de Engenheiros de Aquecimento, Refrigeração e Condicionamento de Ar alerta que “nenhuma tecnologia de engenharia de ventilação demonstra controlar os riscos impostos pela exposição à Poluição Tabagística Ambiental (PTA), apenas pode reduzi-los e pode controlar questões de conforto relacionados ao odor e à irritação sensorial impostos pela exposição. Portanto, fumódromos não resolvem o problema”.</p>
<p>Diversos países (Irlanda, Noruega, Nova Zelândia, Itália, Uruguai, França, entre outros) vêm adotando a proibição do tabagismo em locais de trabalho e em ambientes fechados de uso coletivo. Ao contrário do que a Indústria do Tabaco afirma, não se observou perda econômica no setor. Além disso, revisão de 26 estudos, feita pela Organização Mundial de Saúde (OMS), mostrou que a legislação de ambientes livres de fumaça ajuda fumantes a parar ou diminuir o consumo. Fumantes diários, segundo esta revisão, fumam 30% mais se for permitido fazê-lo no ambiente de trabalho.</p>
<p>Preocupada com a saúde e o bem estar das gestantes, crianças e famílias, a Pastoral da Criança, no Guia do Líder, página 40, já traz o pedido que seus líderes orientem as famílias sobre os malefícios do cigarro, alertando que o mesmo provoca o nascimento de bebês com baixo peso, parto prematuro e aumenta as chances de o bebê nascer com problemas respiratórios e no coração.</p>
<p>Diante do exposto, a Pastoral da Criança presente em quase 4.000 municípios, com o apoio de seus 300.000 voluntários que acompanham 1,5 milhão de famílias, vem a Vossa Excelência pedir apoio para as medidas preventivas aos malefícios do fumo e juntar-se às entidades, organizações e movimentos que defendem o direito de respirar um ar limpo.</p>
<p>Desde já agradecemos a atenção de Vossa Excelência, colocamo-nos ao inteiro dispor, pedindo a Deus que sempre anime a todos nessa caminhada para a construção de uma sociedade mais justa e fraterna, a serviço da vida e da esperança.</p>
<p>Atenciosamente,<br />
Dra. Zilda Arns Neumann<br />
Médica Pediatra e Sanitarista<br />
Fundadora e Coordenadora Internacional da Pastoral da Criança<br />
Coordenadora Nacional da Pastoral da Pessoa Idosa<br />
Acadêmica Honorária Nacional da Academia Nacional de Medicina<br />
Membro Titular Acadêmica Imortal da Academia Nacional de Economia</p>
<p>CC, por email, para os Deputados Estaduais do Paraná</p>
<p><em>http://www.pastoraldacrianca.org.br/index.php?option=com_content&#038;view=article&#038;id=258:pastoral-contra-o-fumo&#038;catid=46:nacionais&#038;Itemid=38</em>
</p>
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		<title>Postais comemoram 4 meses da lei antifumo em São Paulo</title>
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		<pubDate>Wed, 13 Jan 2010 12:36:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>MarinaK</dc:creator>
		
		<category>Notícias</category>

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		<description><![CDATA[Para comemorar os primeiros 4 meses da lei antifumo, o governo de São Paulo convidou cartunistas renomados como Galhardo e Laerte para criarem postais divertidos sobre a lei e os distribuiu nos bares e restaurantes da cidade.  Confira alguns deles.


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			<content:encoded><![CDATA[<p>Para comemorar os primeiros 4 meses da lei antifumo, o governo de São Paulo convidou cartunistas renomados como Galhardo e Laerte para criarem postais divertidos sobre a lei e os distribuiu nos bares e restaurantes da cidade.  Confira alguns deles.</p>
<p><a href="http://blog.actbr.org.br/up/a/ac/blog.actbr.org.br/img/.resized_Charge_Leiantifumo_SP.jpg" onclick="lw_image_popup('http://blog.actbr.org.br/up/a/ac/blog.actbr.org.br/img/Charge_Leiantifumo_SP.jpg',1000,1321,'Charge Leiantifumo SP - Charge Leiantifumo SP'); return false;"><img src="http://blog.actbr.org.br/up/a/ac/blog.actbr.org.br/img/.resized_Charge_Leiantifumo_SP.jpg" alt="Charge Leiantifumo SP - Charge Leiantifumo SP" title="Charge Leiantifumo SP - Charge Leiantifumo SP" /></a><a href="http://blog.actbr.org.br/up/a/ac/blog.actbr.org.br/img/.resized_Charge_2_leiantifumo_SP.jpg" onclick="lw_image_popup('http://blog.actbr.org.br/up/a/ac/blog.actbr.org.br/img/Charge_2_leiantifumo_SP.jpg',1000,1728,'Charge 2 leiantifumo SP - Charge 2 leiantifumo SP'); return false;"><img src="http://blog.actbr.org.br/up/a/ac/blog.actbr.org.br/img/.resized_Charge_2_leiantifumo_SP.jpg" alt="Charge 2 leiantifumo SP - Charge 2 leiantifumo SP" title="Charge 2 leiantifumo SP - Charge 2 leiantifumo SP" /></a>
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		<title>Mais uma vencedora: relato de Elisa Lucinda</title>
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		<pubDate>Wed, 06 Jan 2010 12:39:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>MarinaK</dc:creator>
		
		<category>Notícias</category>

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		<description><![CDATA[A crônica de Elisa Lucinda sobre a sua experiência com o cigarro é uma delícia. Não deixem de ler! Foi publicada no Correio Brasiliense em 19/12/2009.
PIRO NO SUSPIRO
Pasmem os que sabiam e os que não desse meu segredo: parei de fumar. Sim, sou uma ex-fumante de um mês sem, e de trinta e seis anos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A crônica de Elisa Lucinda sobre a sua experiência com o cigarro é uma delícia. Não deixem de ler! Foi publicada no Correio Brasiliense em 19/12/2009.</p>
<p>PIRO NO SUSPIRO</p>
<p>Pasmem os que sabiam e os que não desse meu segredo: parei de fumar. Sim, sou uma ex-fumante de um mês sem, e de trinta e seis anos com. Isto é, quase quatro décadas fumando esses cigarros que se compra em qualquer parte, nos bares, nos clubes, nos hotéis, nas portas dos colégios, nas boates, nos shoppings, nos supermercados, nos motéis, nas pousadas, nos postos, nos quiosques e outras bocas de fumo expostas e legalizadas espalhadas por aí, ao nosso dispor. Mas não escrevo para convencer ninguém a nada, não fiquei uma ex-fumante patrulhante. Sou recente e estou em estado de espanto  pela nova vida. Vale dizer que eu era uma fumante cujo hábito se agravava nas festas e como delicioso acompanhante das bebidas. Falo da delícia de um gole e um trago. Quem é fumante sabe. Nessas ocasiões poderia fumar até oito cigarros, ou mais, dez. Mas em geral, dois cigarros por dia, três e pronto. Também era de hábito, depois de uma noite regada a fumaça, álcool, dança e tudo que tem numa festa, eu costumava ficar em uma abstinência natural durante todo o dia seguinte; mais que uma abstinência, uma certa ressaca, uma certa ojeriza ao cheiro do cigarro. Então me diziam: puxa, mas você fuma tão pouco que nem precisa parar. Não sei por que, há um mês, depois de um desses days after, resolvi subitamente parar de fumar, sem me preparar para isso. Aproveitei o nojo, a fala do corpo que me fazia rejeitar e pensei: acho que não volto a fumar. Logo depois, sequência direta, li num jornal que Mara Manzan tinha morrido; nossa querida, valente e divertidíssima atriz. Na matéria do óbito tinha uma declaração dela: “Não foi só o cigarro que me deu esse tumor nos pulmões, eu também cuspia fogo e engoli muito querosene nessa vida”. Na hora pensei, se eu não estivesse com esse foco, eu suprimiria a palavra só e leria que não foi o cigarro, e sim o querosene. Mas como o meu desejo era outro, eu li exatamente o que as palavras diziam: que ,além do cigarro, o querosene também a matou. Então pensei, vou parar de comprar meu câncer. Esses donos de fábrica de tabaco devem ser sócios dos laboratórios de quimioterapia como os hakers precisam produzir a doença para vender o remédio.<br />
Sei que escrevo agora uma crônica quase dura, principalmente para quem fuma, mas não posso deixar de compartilhar essa experiência com meus iguais. Estou chocada: sem usar nenhum emplastro, sem pastilhas e outros recursos para atravessar o processo, estou sem fumar a frio. No entanto, o mundo cintila com igual força ao meu redor e, como se um espírito não fumador estivesse encostado em mim, eu não tenho a mínima vontade de fumar desde esse dia, e nunca mais. E olha que passei por testes muito difíceis, aparentemente. A saber: aniversário de Márcia do Valle, minha querida amiga, aniversarau de Maria Paula, sarau de Totonho Villerois, todos com vinho, champagne, cerveja e wisky, e cigarros para quem quisesse, atravessando a madrugada. E eu lá, com as minhas tacinhas, sem incomdar a ninguém, sem virar um evangélico chato, só me divertindo com a nova vida, tão possível, meu deus!, e o melhor, sem perder a graça. A vida me convoca a me despedir de um velho vício. Há muitos anos eu não me despedia de um velho vício! Topei. Fui no fundamento dele e achei uma tola desobediência a meu pai, um jeito de me afirmar como jovem, um jeito datado de chocar; achei também uma oralidade, uma ansiedade, uma vontade de comer o mundo como se fosse uma chupeta que comecei a sugar na hora que  estava me construindo, adolescente, como  a gente grande que  viria a ser. Desmontado o enigma, a sensação que me invadia nos primeiros dias sem fumar é a de que esse costume em mim parece ter perdido a validade, não sou mais aquela, saí daquela moda , mudei de formato, e essa é  minha mais atual transformação. Bem, para quem nasceu careca, sem dente e sem saber andar, até que essa transformação não é tão radical assim. E depois, o show da mutação não para. Quem recebe a glória de ficar velhinho pode ter o álbum das diversas fases da grande viagem, para confirmar o que digo. Nos novos dias tenho “viajado” no paladar das coisas, sempre fui boa de sentido, mas agora estou melhor. Faz sentido. Minha voz também está mais bonita. Para completar a partitura, ainda ouvi de um gentil cavaleiro, doces palavras: “hum, você sem fumar, é um poema sem  palavras feito  só de cheiro”;  êxtase de ouvir isso.<br />
Mas deixei para o final a invisível mão que mais me acolheu, subsidiou e deu patamar de fortaleza à minha decisão: Dona Poesia. Foi ela, meu Deus, outra vez, que numa displicente noite, ao abrir um livro de Quintana, lançou-me na cara: “Desconfia dos que não fumam: esses não tem vida interior, não tem sentimentos. O cigarro é uma maneira disfarçada de suspirar&#8230;”. Pirei! De novo Quintana tinha razão: ao fumar visitamos nossos interiores, refletimos, conversamos com nossas vozes íntimas, e é por isso que o Zeca Baleiro diz que “a solidão é o meu cigarro”, mas, para os meus propósitos, me agarrei foi no final, na função do verbo suspirar. Então comecei, só para brincar, a fumar um cigarro imaginário e tragá-lo profundamente, suspirar e soltar o ar. Dá uma onda parecida com yoga, parecida com amor. Sou romântica, e os românticos suspiram profundamente; o ar visita as vísceras, o diafragma, enche os pulmões, oxigena o cérebro e volta outro pra donde veio. Então é isso, agora eu ministro suspiros em mim quando lembro, quando quero, quando preciso, e sem me matar por isso. Espero assim, pelo menos desse jeito, adiar para muito longe o meu último suspiro.</p>
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