Narguilé, cigarros e Covid-19: organizações da saúde alertam que há maior chance de complicações

Mulher com máscara e símbolos do coronavírus

Enquanto o Covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus, continua a se espalhar pelo país, mais profissionais e organizações da saúde alertam para o potencial de complicações para quem já tem alguma doença crônica ou é fumante, tanto de cigarros convencionais quanto de narguilé, cigarros eletrônicos, charutos e outros produtos de tabaco.

Mulher com cigarro eletrônico
Cigarros eletrônicos também são prejudiciais à saúde

 

Relação entre fumo e infecções virais e bacterianas

O Secretariado da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco (CQCT), tratado internacional de saúde pública ratificado por mais de 180 países, incluindo o Brasil, destacou em seu site que pessoas que fumam são mais suscetíveis a infecções virais e bacterianas e complicações decorrentes devido a vários fatores, incluindo os listados a seguir:

  • Mudanças estruturais nas vias respiratórias causadas pela fumaça do tabaco e componentes dos produtos;
  • efeitos no sistema imunológico: o fumo causa enfraquecimento das células de defesa do corpo e na produção de anticorpos.

 

Narguilé
Narguilé
Narguilés oferecem um risco maior de contaminação por vírus e bactérias

Especificamente no caso do narguilé, o Secretariado da CQCT lembra que, pelo fumo comumente ocorrer de maneira coletiva, com as pessoas compartilhado um mesmo bocal, a chance de transmissão de microorganismos nocivos à saúde, como vírus e bactérias, é muito grande. Além disso, a água presente no mecanismo pode facilitar a sobrevivência deles. Por esses motivos e frente ao surgimento do novo coronavírus, países como Irã, Paquistão e Qatar proibiram o uso em bares, restaurantes e cafés.

 

Contribua para o esforço comunitário para retardar a propagação do Covid-19: evite aglomerações e lave as mãos com frequência!

 

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