Cigarro eletrônico: mortes e doenças aumentam nos EUA e Anvisa passa a monitorar ocorrências

Enquanto os relatos de doenças e mortes causadas pelo uso de cigarros eletrônicos sobem cada vez mais nos Estados Unidos, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária brasileira (Anvisa) decidiu monitorar atendimentos hospitalares relacionados ao uso desses dispositivos. O objetivo é reunir informações para prevenir uma crise de saúde como a que está acontecendo nos EUA.

Só nos últimos três dias, duas reportagens publicadas no New York Times dão uma ideia do tamanho do problema que os cigarros eletrônicos estão causando por lá: uma delas mostrou que, em apenas uma semana, mais de 200 casos de doenças respiratórias causadas por cigarros eletrônicos foram reportados, elevando o total de ocorrências para quase 1.300, espalhadas por 49 estados. Já a outra relatou a triste notícia da morte de um adolescente de 17 anos, a 23a (e mais jovem) vítima confirmada dos ecigs. Segundo a primeira matéria, o número total de mortes já se aproxima de 30.

Apesar de ainda haver poucos estudos independentes sobre os efeitos dos cigarros eletrônicos para a saúde, já está claro que eles são, sim, prejudiciais. Por isso, a ACT apoia a resolução da Anvisa (RDC 46/2009) que proíbe a comercialização, importação e propaganda dos chamados dispositivos eletrônicos para fumar (entre eles o cigarro eletrônico e o tabaco aquecido). A introdução desses produtos nos EUA causou uma epidemia de consumo entre jovens e adolescentes e agora estamos, infelizmente, vendo os resultados em forma de um número cada vez maior de doenças e mortes causadas pelo cigarro eletrônico.

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