5 respostas sobre os cigarros eletrônicos e outros DEFs

mão recusa cigarro eletrônico

Recentemente, lançamos a campanha Vape Vicia em parceria com a Associação Médica Brasileira, Fundação do Câncer, Sociedade Brasileira de Pediatria e Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia para alertarmos sobre os riscos dos cigarros eletrônicos e outros dispositivos eletrônicos para fumar (DEFs).  Notamos que várias dúvidas foram surgindo em nossas redes sociais, e por isso vamos responder às principais delas, sempre com base em evidências científicas independentes e em organizações reconhecidas da área da saúde. Confira:

 

1. Os cigarros eletrônicos e outros DEFs viciam?

Sim, porque eles contêm nicotina, a substância responsável pela dependência do tabaco. Segundo a Associação Médica Brasileira, “embora os e-líquidos dos cigarros eletrônicos sejam comercializados com e sem nicotina, pesquisa realizada em 2015 revelou que 99% de todos os produtos para cigarro eletrônico vendidos em lojas nos Estados Unidos continham nicotina.”

Além disso, ainda segundo a AMB, um único dispositivo para recarga (“pod”) de alguns produtos permite um número de tragadas equivale a um maço inteiro de cigarros tradicionais.

 

2. Os cigarros eletrônicos e outros DEFs fazem menos mal que os cigarros tradicionais?

Não há evidências conclusivas de pesquisas independentes, ou seja, sem conflito de interesse e que não sejam financiadas pelas empresas de tabaco, de que os DEFs reduzem realmente os danos à saúde. Um relatório muito usado pela indústria para promover esses produtos afirmava que eles seriam 95% menos danosos, mas o periódico The Lancet mostrou que a metodologia utilizada era fraca e que havia conflitos de interesse em seu financiamento.

Sabemos, de qualquer forma, que os DEFs não são inócuos, pois contêm várias substâncias tóxicas, além da própria nicotina. Em 2019, vários casos de intoxicação e mortes foram registrados nos Estados Unidos entre pessoas que usavam cigarros eletrônicos, especialmente jovens. Em um desses casos, um adolescente de 17 anos precisou fazer um transplante duplo de pulmões.

 

3. Os cigarros eletrônicos e outros DEFs ajudam pessoas que já fumam a parar?

Não há dados nem estudos de qualidade e independentes que demonstrem que os cigarros eletrônicos e outros DEFs são eficientes para ajudar fumantes a parar. Uma revisão de estudos científicos na verdade mostrou que a cessação ao fumo foi menor entre usuários de DEFs.

 

4. Os cigarros eletrônicos e outros DEFs podem ser vendidos no Brasil?

Não. Vender, importar ou promover esses produtos é proibido em todo o país com base em uma norma da Anvisa de 2009. A justificativa é a “a inexistência de dados científicos que comprovem a eficiência, a eficácia e a segurança no uso e manuseio de quaisquer dispositivos eletrônicos para fumar, conhecidos como cigarro eletrônico.”

Lojas e websites que comercializam cigarros eletrônicos são irregulares e podem ser denunciados para a Anvisa.

 

5. Os cigarros eletrônicos e outros DEFs podem causar complicações da COVID-19?

Segundo a organização Campaign for Tobacco-Free Kids, “os primeiros estudos sobre os efeitos do uso do cigarro eletrônico mostram resultados prejudiciais sobre os pulmões, assim como sobre os sistemas imunológico e cardiovascular. Esta pesquisa, considerada juntamente com as evidências emergentes de que pacientes com sistemas respiratório, imunológico e cardiovascular comprometidos correm maior risco de infecção grave por COVID-19, levou as autoridades de saúde e outras pessoas a advertir contra o uso de cigarros eletrônicos, particularmente em meio à pandemia de coronavírus.

 

Acesse o site Vape Vicia e acompanhe nossas redes sociais para saber mais sobre cigarros eletrônicos e outros produtos de tabaco.

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