Comemore ao parar de fumar!

Monica | Vamos Parar | Sexta, 18 de Julho de 2008

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Recebemos esta semana no site um convite para participar da comemoração de 20 anos sem fumar de um leitor da ACTbr, o Rony, do Rio de Janeiro. Muito legal, PARABÉNS, Rony!!!

Eu conheci uma pessoa que comemorava todo ano na data de parada, dizia que nasceu de novo e por isto merecia uma festa de aniversário também nesta data. Faz sentido. Após passar a fase da abstinência e falta do cigarro, as pessoas se sentem muito bem, respiram melhor, rejuvenescem e de quebra ainda sentem melhora na auto-estima.

E o Rony, após 20 sem fumar, já deve estar com o organismo recuperado dos estragos do fumo, com os riscos de contrair doenças igualado a de não-fumantes. Vale a festa e todo nosso apoio e reconhecimento pela conquista.

Mas p/ quem parou há 3 meses ou 01 ano também vale uma comemoração, pense nisto! Faça uma análise do que já mudou neste período. Se puder, compartilhe conosco aqui no blog, pois isto ajuda bastante quem está deixando de fumar.

Grande abraço,
Mônica

Campanha do Ministério da Saúde

Monica | Vamos Parar | Quarta, 2 de Julho de 2008

Para quem ainda não viu, vale a pena clicar abaixo e ver o vídeo da campanha do Ministério da Saúde deste ano de 2008, voltado à prevenção e denúncia do marketing dirigido aos jovens.

Clique Aqui para ver

Será um exagero? Então vejam abaixo trechos reveladores tirados de documentos internos de empresas de tabaco e citados na sentença da juíza Kessler, no processo Estados Unidos x Philip Morris, agora com síntese disponível em português:

“Se as empresas tabagistas realmente eliminassem o marketing p/ crianças, estariam fora do mercado em 25 ou 30 anos, porque não teriam consumidores suficientes p/ manter seus negócios” (LeBow, Presidente da Vector Holdings Group)

“As tentativas de atrair jovens fumantes ou iniciantes devem se basear nos seguintes parâmetros: apresentar o cigarro como uma das formas de entrar no mundo adulto; apresentar o cigarro como parte da categoria de produtos e atividades relacionadas com prazeres ilícitos; tangenciar os símbolos básicos do processo de crescimento e maturidade; relacionar o máximo possível (considerando algumas restrições legais) o cigarro com “baseado”, vinho, cerveja, sexo, etc.”(Relatório preparado p/ a B&W)

“Nosso cliente solicitou que criássemos um design de embalagem que fosse atraente p/ a garotada…deve atrair a atenção do jovem, mas não pode chamar a atenção dos vigilantes do Governo Federal”(Gaberman, Diretor Criativo da Robert Brian Associates)

E por aí vai… não se deixar enganar ou iludir é a melhor maneira de não entrar nesta roubada!

Eh, dureza!!!

Monica | Vamos Parar | Terça, 17 de Junho de 2008

Recebo diariamente novos comentários aqui no blog de pessoas que estão parando de fumar. Curioso que tem alguns posts que considero que criaram vida própria, pois os comentários vão sempre p/ lá (O que é Bup? e Parando de fumar…)! Ótimo, se cria um diálogo espontâneo e todo mundo se ajuda. Vejo que tem gente ainda no maior sofrimento, parece duro vencer a batalha, aí vem a turma que já está mais a frente e estimula as pessoas a persistir.

Pois saibam que isto não só estimula quem está enfrentando o desafio, mas também a mim, que acompanho de perto esta batalha que é de ordem pessoal e também coletiva. Poder cuidar mais de si e da própria saúde é muito bom. Cada um com sua história e momento, mas é inegável que é muito bom. E por que este título, então?

É que às vezes bate um desânimo, parece que as barreiras são tão grandes e nós tão pequenos…acho que é parecido com o que sente o ex-fumante que está sofrendo com a falta de cigarro! Mas voltar atrás é se submeter de novo, é como reforçar a impotência. Não adianta se iludir indo p/ o oposto de que tudo podemos. Mas temos também que recusar a impotência. Como diria o Beto, que anda sumido por aqui: nem herói, nem rato, apenas gente.

Estive hoje num encontro do COMUDA (Conselho Municipal de Políticas Públicas de Drogas e Álcool) em SP e numa mesa redonda debatemos a questão da publicidade do álcool e produtos de tabaco. No álcool se discute a necessidade de maior conscientização da população e da mídia. No tabaco temos já uma maior conscientização da população e da mídia, mas agora esbarramos nos políticos e toda sua “permeabilidade” aos interesses econômicos da indústria do tabaco e congêneres.

Agora vocês podem entender o título…

Conversa superpoderosa sobre cigarro

Monica | Vamos Parar | Terça, 10 de Junho de 2008

Esta foi ouvida pela Fabiana, da ACT, numa conversa recente entre 3 meninas de 7 a 9 anos - aqui serão as superpoderosas Docinho, Lindinha e Florzinha:

Docinho: Fumar deve ser bom!
Florzinha: Não, fumar faz mal, até mata!
Docinho: Mas tem gente que ainda fuma…
Florzinha: É, meu pai mesmo ainda fuma
Lindinha: O meu fuma charuto
Docinho: Minha mãe já fumou
Florzinha: Sabia que tem veneno de rato no cigarro?
Lindinha: Acho que meu pai vai ficar doente
Florzinha: O seu pai fuma na sua casa?
Lindinha: Fuma
Florzinha: Então você também vai ficar doente!

Comentário (meu): nesta breve conversa vemos que as crianças já sabem que o fumo faz mal e até que o fumo passivo faz mal; mas fica esta dúvida quanto ao por quê das pessoas ainda fumarem, e a idéia de que algo de bom deve existir ali. Sem contar outros fatores, pessoais ou externos, esta curiosidade pode ser bem atraente na fase da adolescência, que é a etapa de maior vulnerabilidade de iniciação às drogas.

E como revelou um estudo recente do Dr.Joseph DiFranza, às vezes basta um cigarro para deflagrar o processo de dependência. Descobriu-se que o impacto da nicotina no cérebro se prolonga além do próprio ato de consumi-la; em ratos, uma única dose de nicotina têm efeitos em determinadas funções neurológicas e cognitivas que persistem por semanas.

Para quem quiser saber mais, vale a leitura do artigo: Fisgado na Primeira Tragada, por Joseph DiFranza, Scientific American Brasil, Ano 6, N 73, Junho 2008.

Dia Mundial de Combate ao Fumo

Monica | Vamos Parar | Sábado, 31 de Maio de 2008

Hoje é o dia mundial de combate ao fumo e como já disse aqui no blog o tema em destaque escolhido pela OMS está relacionado aos jovens e a importância da proibição da publicidade de produtos de tabaco.

No Brasil desde 2000 está proibida a propaganda de cigarros na TV, cinemas, outdoors, mas ainda é permitida em pontos internos de venda, o que vem sendo muito explorado pela indústria de tabaco.

A ACTbr divulgou nesta semana que existe na justiça uma ação da indústria onde questiona a restrição à propaganda alegando inconstitucionalidade (ADIN). Na prática isto significa que há um risco de um gigantesco retrocesso caso ganhem esta causa. Particularmente não acredito que isto aconteça, acho que a população brasileira já têm clara consciência dos males do tabagismo e da importância da proibição da propaganda como forma de evitar o estímulo ao consumo e iniciação por crianças e jovens. Mas é bom nos manifestarmos a respeito e foi o que a ACTbr fez, solicitando seu ingresso na ação como terceiro interessado e apresentando seus argumentos no sentido de apoiar a manutenção das restrições à publicidade de cigarros.

Estamos fazendo a nossa parte, assim como muitas outras organizações e empresas que cada vez mais se conscientizam e participam. Como exemplo, reproduzo abaixo cartaz da Faculdade Belas Artes destacando o tema e parabéns a todos que se engajam neste desafio!

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Mensagem aos chefes, diretores(as), etc…

Monica | Vamos Parar | Terça, 27 de Maio de 2008

fumo passivo - fumo passivo

Já é público e notório que o fumo faz mal e a fumaça de cigarro afeta a saúde mesmo de quem não é fumante. O brasileiro já sabe disto, conforme uma pesquisa de abrangência nacional encomendada pela ACTbr ao Instituto Datafolha: 95% dos entrevistados disseram que o fumo em locais fechados prejudica a saúde também de quem não é fumante.

Nesta mesma pesquisa, 88% disse apoiar a proibição do fumo em ambientes fechados e os próprios fumantes também manifestaram este apoio (80%).

Mas ainda recebemos muitas mensagens no site de pessoas que sofrem em ambientes de trabalho onde os colegas ou superiores fumam. Com colegas ainda é mais fácil conversar e pedir que não fumem na sala, mas diante dos chefes, coordenadores e diretores(as) as pessoas se sentem intimidadas e constrangidas em falar.

Pensam nisto ao respirar diariamente a fumaça, ao sentir reações alérgicas ou outros problemas de saúde, mas temem ser mal interpretadas ou descartadas se não aceitarem a situação. Alguns até falam, direta ou indiretamente, mas nem sempre isto adianta.

Por isto escrevo este post para tentar dar uma força, vamos lá, é hora de passar da consciência para a ação: Chefes, Coordenadores e Diretores(as) parem de fumar em locais fechados!!! Saiam até a rua, varanda, quintal, seja lá o que for, mas ao ar livre é mais fácil a dispersão dos poluentes da fumaça de tabaco. O mesmo vale para maridos, mães, filhos(as), etc, etc. Não minimizem ou ignorem o problema!

E só para lembrar: existe legislação a respeito e esta deve ser respeitada.

A Altina infartou!!!

Monica | Vamos Parar | Quarta, 14 de Maio de 2008

Seria cômico se não fosse trágico…
Estive há pouco com minha amiga e parceira de muitas atividades em controle do tabagismo, a Silvia, e soube da infeliz notícia: a Altina infartou mesmo!
Explico: Altina é uma boneca, cujo nome vem da combinação “Alcatrão + Nicotina” (Al + tina, pegou, pegou? muuuita criatividade).
Ela tem um rosto lindo de boneca e um corpo transparente, de plástico, por onde passa a fumaça do cigarro que ela fuma. Sim, apesar da tenra idade, tem apenas 1 ano e meio de existência, Altina é fumante.
Ao fumar, demonstra de uma forma simples o que acontece, pois dentro dela há um filtro (tipo filtro de papel p/ coar café) que ao final de poucas tragadas vai ficando amarelado e cada vez mais escuro, pois absorve as substâncias contidas no cigarro. Altina ajuda a conscientizar as pessoas e faz sucesso em eventos de saúde, escolas, etc.
Mas não aguentou o tranco. Entupiram suas artérias, os canos por onde circulavam as substâncias que são absorvidas ao fumar… verdade mesmo…pode?
Devo dizer que teve sorte: morando num hospital de cardiologia, o socorro veio rápido e ela foi salva. Precisou de uma desmontagem e limpeza geral, mas vai sobreviver! Mas Altina precisa parar de fumar urgente…

Vareniclina e tratamento do tabagismo

Monica | Vamos Parar | Sábado, 26 de Abril de 2008

Escrito com o apoio do Dr. Paulo Cesar R.P.Corrêa, médico pneumologista e representante da ACTbr em MG.

Como já foi citado aqui no blog, uma das opções de tratamento farmacológico para o tabagismo se dá através do uso do tartarato de vareniclina (nome comercial: Champix). O remédio foi aprovado pela ANVISA em 18/09/2006 e está sendo comercializado no Brasil desde 2007. É um remédio que só pode ser usado após avaliação e prescrição médica.

A vareniclina é um agonista seletivo parcial do receptor nicotínico, desenvolvida especificamente para a cessação do tabagismo. É altamente seletiva para o subtipo alfa-4 beta-2 do receptor nicotínico no cérebro, que se acredita ser o mediador das propriedades de reforço da nicotina.

Como agonista parcial deste receptor nicotínico, a vareniclina oferece vantagens sobre as terapias atualmente disponíveis para a cessação do tabagismo. As propriedades agonistas da vareniclina podem aliviar o desejo e reduzir os sintomas da retirada da nicotina, enquanto as propriedades antagonistas do composto podem reduzir o sentimento de recompensa que fumantes obtém do tabagismo, reduzindo assim a possibilidade de recidiva.

Simplificando: o remédio “ocupa” o lugar da nicotina, ligando-se ao receptor em grau menor que a nicotina, porém de forma a reduzir os sintomas de desejo de fumar e da abstinência. Conseqüentemente, os indivíduos podem não somente atingir como também manter a abstinência.

A tolerabilidade ao medicamento é considerada boa, mas algumas pessoas podem apresentar sintomas como náuseas, cefaléia, insônia, sonhos vívidos ou alterações psicológicas, como mudança de humor ou aumento de ansiedade. Estas alterações devem ser relatadas ao médico e sob orientação deste eventualmente ser interrompido o uso do produto.

A duração do tratamento é de 12 semanas, podendo ser duplicada se necessário. E mais uma vez, o remédio não é pílula mágica, sendo que o apoio psicológico, motivação e empenho por parte do fumante para largar o cigarro são fundamentais!

Qual a idade do seu pulmão?

Monica | Vamos Parar | Sexta, 18 de Abril de 2008

Por Ayla Farias
Da Agência BOM DIA

Mostrar ao paciente a idade que o pulmão aparenta ter é a nova arma do IMC (Instituto de Moléstias Cardiovasculares) de Rio Preto para combater o tabagismo e tratar as doenças crônicas causadas pelo cigarro. A técnica, importada da Inglaterra, compara o cálculo da idade pulmonar em relação à idade da pessoa que, segundo os médicos, faz efeito e influencia na decisão de parar de fumar.

O cálculo é feito por meio de uma fórmula que combina dados como a idade, peso, altura, quantidade de cigarros fumados ao dia e aos hábitos de vida do paciente. Estes dados são tabulados com os resultados da espirometria, exame que avalia os fluxos pulmonares.

Estudos feitos com dois grupos na Inglaterra mostraram que apenas 6,4% dos que recebiam apenas o resultado da espirometria pararam de fumar. No grupo que tinha o resultado do exame e também a idade pulmonar o índice era de 13,6%. “Os dois resultados combinados fazem efeito. Ao saberem a aparência do pulmão, a reação é outra. Isto é significativo e vamos passar a aplicar em nossos pacientes”, diz o pneumologista do IMC Egberto Palmegiani Jr.

A técnica começa a ser aplicada em maio. É aconselhada para fumantes com mais de 40 anos e que fumem há 20, combinada com a espirometria.

Comentário (meu): Porquê será que isto acontece, de mais gente parar ao saber que seu pulmão está mais velho para sua idade? Fica mais visível, palpável p/ o fumante o dano ao seu pulmão? Mas e o pigarro, tosse, falta de ar, são tão visíveis e ao mesmo tempo ignorados, né?
Ou cai a máscara de uma boa aparência externa x condição interna?
Sei lá… para mim é como se ao falar da idade do pulmão tivesse incorporado a ele certa característica mais humanizada, e passa a existir um maior apelo de cuidado. Será?

Muita calma nesta hora

Monica | Vamos Parar | Sexta, 4 de Abril de 2008

Esta semana saiu na imprensa sobre o cigarro eletrônico, ou e.cigarro, que promete ajudar as pessoas a parar de fumar ou continuar fumando um produto menos nocivo. Daí eu soube que já teve gente que tinha parado de fumar e procurou o médico para perguntar se podia fumar o e.cigarro (!). MUITA CALMA NESTA HORA.

Primeiro que este produto não está liberado para venda no Brasil; segundo que pelo que eu vi ele contém nicotina e tem a proposta de uma diminuição progressiva de dose, mais ou menos como era aquela piteira que ainda estou para ver quem conseguiu parar de fumar com aquilo. Assim, é melhor não entrar no desespero de ir atrás de qualquer novidade. Se quiser fazer um tratamento, consulte um médico ou um profissional de saúde que trabalhe com isto, é o melhor caminho.

No site da ACTbr (www.actbr.org.br) tem uma lista de locais de tratamento em várias cidades do Brasil, dê uma passadinha por lá!

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