Fumo em cena

Monica | Notícias | Terça, 30 de Junho de 2009

Outro dia vi uma entrevista onde uma atriz questionava o fato de que, segundo a lei antifumo em SP, não se poderá fumar em cena num teatro por exemplo, pois em geral trata-se de um local fechado de uso coletivo.

Sua posição era contrária à lei, e fazia considerações no sentido de que isto interferia com a composição do personagem, a liberdade criativa, etc. Acho que para todos nós estas situações convidam para uma reflexão, já que são novas e portanto nos obrigam a rever nossos conceitos, ponderar sobre os prós/contras/limites/etc.

Mas pergunto-me: para interpretar um alcoólatra, é preciso se embriagar em cena? Alguém concordaria que o ator/atriz necessitasse de fato beber uísque em todos os espetáculos para representar este personagem?

Por que se admite o uso do guaraná ou xarope (ou seja lá o que for) na representação de um alcoólatra, confiando-se na capacidade e talento do ator/atriz em transmitir veracidade mesmo através de uma representação, e o mesmo não sequer se considera em relação ao fumo?

Neste sentido particularmente defendo que a liberdade criativa seja preservada sim e que se necessário se utilizem outros meios para representar o fumante em cena, seja através de um uso simbólico do cigarro, um cigarro cenográfico, algo do gênero. Por que não?

Tabagismo aumenta riscos para pacientes soropositivos

Monica | Notícias | Segunda, 29 de Junho de 2009

A exposição à fumaça do cigarro potencializa o risco de que pacientes soropositivos possam ser afetados por diversas doenças relacionadas ao tabaco, tais como enfisema e pneumonia, em um nível de risco ainda maior do que as pessoas que não possuem o vírus HIV. O alerta da Secretaria de Estado da Saúde vale para todos, sejam fumantes ou fumantes passivos.

Com o objetivo de reforçar seu trabalho de prevenção, o CRT/Aids dará início a um programa de conscientização e tratamento para soropositivos que desejarem parar de fumar. O programa prevê acompanhamento de psicólogos e psiquiatras e o fornecimento de medicamentos.

“Está provado que a fumaça do cigarro potencializa ainda mais os riscos de algumas doenças, como enfisema e pneumonia, em pacientes soropositivos. O risco atinge não apenas aquelas pessoas que fumam, mas também os fumantes passivos, que também ficam muito expostos aos malefícios do cigarro”, afirma o infectologista José Valdez Ramalho Madruga, diretor da unidade de pesquisa de novos medicamentos do Centro de Referência e Treinamento/DST, da Secretaria de Estado da Saúde.

Um estudo feito por pesquisadores da Universidade de Yale, por exemplo, demonstrou que fumantes soropositivos têm mais probabilidade de desenvolver uma doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), como o enfisema e a bronquite, do que fumantes não infectados pelo vírus HIV. O estudo, feito com 895 pacientes soropositivos e 653 soronegativos, concluiu que pacientes infectados pelo HIV apresentam 50% mais chances de desenvolver essas doenças do que os pacientes do grupo não infectado.

Outra pesquisa, conduzida por Philip Diaz, da Ohio State University (EUA), indicou que fumantes soropositivos podem ser até 7 vezes mais propensos a desenvolver enfisema do que fumantes não infectados.

O estudo demonstra ainda sinais precoces da doença em 15% dos fumantes infectados e em 2% dos não-infectados.

Assessoria de Imprensa - 17/06/09
Texto enviado pela ABCâncer

Website sobre a Lei de SP

Monica | Notícias | Sábado, 27 de Junho de 2009

Está no ar o site do governo do estado de SP sobre a lei antifumo. Tem informações úteis sobre onde será ou não permitido fumar, além de informações sobre tabagismo e tabagismo passivo.

Acessem: http://www.leiantifumo.sp.gov.br/

Porque rejeitar o fumódromo

Monica | Notícias | Terça, 23 de Junho de 2009

Algumas pessoas questionam porque não se deve manter as áreas para fumantes em ambientes internos, ou porque adotamos na ACT a posição contrária a projetos de lei que ainda propõem a existência de fumódromos. Veja abaixo alguns fatores que justificam esta posição:

1. A Lei Federal 9294/96 encontra-se desatualizada e defasada e já prevê a existência dos fumódromos. Em seu artigo 2º, proíbe o fumo em locais coletivos fechados públicos e privados, mas abre exceção para o fumo em área “destinada exclusivamente a esse fim, devidamente isolada e com arejamento conveniente.”
2. É consenso científico que fumódromos NÃO atendem à proteção da saúde pública e ocupacional e a tendência mundial tem sido a criação de ambientes fechados 100% livres de fumo.
3. A poluição tabagística ambiental (PTA) é agente carcinógeno em humanos, não havendo nível seguro de exposição. Dos cerca de 4.800 constituintes nela identificados, ao menos 250 são comprovadamente tóxicos, e mais de 50 são comprovadamente cancerígenos, como a 2-naftilamina, cromo, cádmio e polônio-210 (radioativo) .
4. O Brasil ratificou a Convenção Quadro para Controle do Tabaco – CQCT, primeiro tratado internacional de saúde pública, através do Decreto 5.658/2006.
5. O artigo 8º da CQCT determina a adoção de medidas eficazes de proteção contra a exposição à fumaça do tabaco em todos os locais de trabalho, meios de transporte público, lugares públicos fechados, e determina o banimento do fumo nestes locais como a política pública mais eficaz e barata de proteção à saúde.
6. Uma lei municipal, estadual ou federal com previsão de área fechada específica para se fumar não traria inovação alguma. Uma nova lei deve ampliar a proteção à saúde das pessoas e excluir os fumódromos.
7. A ASHRAE , órgão referencia mundial em engenharia de ventilação, afirma que NENHUMA tecnologia disponível atualmente é capaz de eliminar as substâncias particuladas da fumaça do cigarro e reduzir os riscos de exposição à PTA.
8. O isolamento de áreas para fumar por sistemas de ventilação não é eficaz e não há arejamento conveniente para evitar a exposição à PTA. Seria de elevado custo econômico e poucos poderiam pagar. Traria mais desequilíbrio na concorrência entre bares e restaurantes. E, além de ser paliativo, chegaria apenas às classes econômicas privilegiadas, imprimindo tratamento desigual à população de baixa renda, o que é inaceitável do ponto de vista da saúde pública.
9. A interferência das indústrias do tabaco e seu interesse nos fumódromos decorre do impacto econômico das leis proibitivas para o setor. Se cada fumante deixar de consumir somente três cigarros por dia, a queda nos lucros anuais já será da ordem de bilhões .
10. O fumo passivo é o ato de respirar a fumaça de derivados do tabaco (cigarro, cigarro de palha, cigarro de cravo, bali hai, cigarrilha, charuto, cachimbo, narguilé etc.). A fumaça emitida pela ponta do cigarro é cerca de quatro vezes mais tóxica que a fumaça aspirada pelo fumante através do filtro .
11. O fumante ativo é também fumante passivo, na medida em que inala a fumaça do próprio cigarro e dos demais fumantes ao seu redor.
12. O tabagismo passivo é a terceira causa evitável de mortes no mundo (OMS), e no Brasil, pelo menos 7 pessoas morrem por dia pela exposição à fumaça do tabaco (INCA/2008). São 200 mil trabalhadores mortos por ano em decorrência da exposição involuntária à fumaça do cigarro (OIT).

Cinismo Fiscal

Monica | Notícias | Quarta, 17 de Junho de 2009

Fonte: Jornal O GLOBO
Autor: MARCOS F. MORAES
13/06/2009

No ano passado a Organização Mundial de Saúde (OMS) contabilizou em um relatório 100 milhões de mortes no mundo causadas por produtos de tabaco só no século XX. Quantas guerras atingiram essa cifra?

Trata-se de um verdadeiro genocídio, disfarçado no cinismo de um negócio cuja principal estratégia é ampliar o consumo de um produto que mata pelo menos metade de seus consumidores.

Na década de 90, milhões de documentos internos de companhias transnacionais de tabaco desvendaram ao público suas mais diferentes estratégias fraudulentas e desleais para manter o crescimento global do tabagismo, uma dependência química classificada no código internacional de doenças da OMS. Isso levou a OMS nesse mesmo relatório a comparar a indústria do fumo a um vetor de doenças e mortes.

Nessa mesma década o Inca, através de pesquisa mandada fazer no Canadá, mostrou que alguns fabricantes adicionavam amônia à mistura na preparação do cigarro para aumentar a liberação de nicotina livre e aumentar a dependência a essa droga mortal.

Um dos lados mais perversos desse negócio é que o mesmo gera uma epidemia de doença pediátrica, pois na maioria dos casos a dependência e o consumo regular dos produtos se iniciam na adolescência.

Como cidadão brasileiro e médico fiquei extremamente indignado quando li a reportagem da “Folha de S.Paulo” (8/6) informando que o governo do Rio Grande do Sul está dando um incentivo de 150 milhões de reais para a Souza Cruz, subsidiária da British American Tobacco, uma das maiores companhias transnacionais de fumo do mundo.

Como pode um governo dar incentivo econômico a um negócio cuja sobrevivência depende de sua capacidade de enganar milhões de adolescentes, prometendo através de suas estratégias de marketing levá-los “ao sucesso”, “à liberdade”, “ao pódio”, quando na verdade os leva à dependência, e na vida adulta à incapacitação e aos leitos do já sobrecarregado sistema de saúde?

Financiar essa indústria significa ser conivente com isso. E não me venham com o discurso hipócrita de que se trata de uma empresa legal, que paga impostos e gera empregos.

Nada justifica usar o dinheiro do contribuinte para financiar um negócio que não traz nenhum benefício para seus consumidores mas, ao contrário, deixa para toda a sociedade uma enorme conta de dor, sofrimento e de desperdício de dinheiro público no tratamento de doenças relacionadas ao tabaco, e aposentadorias precoces, entre outros custos tangíveis e intangíveis.

São 200 mil mortes por ano no Brasil, e 5 milhões no mundo! Financiar essa indústria significa também alimentar o seu poder de financiar lobistas e campanhas de candidatos a cargos legislativos para que atuem em função dos seus nada nobres objetivos.

Essa é uma das mais importantes estratégias descritas em documentos internos dessas companhias para minar ou reverter ações de saúde pública voltadas para reduzir o tabagismo.

Hoje assistimos o intenso lobby contra a aprovação de projetos de lei que tramitam no Congresso Nacional que visam a proteger todos dos graves riscos do tabagismo passivo, em um momento em que a ciência nos mostra que o tabagismo passivo mata cerca de 2.300 não fumantes só no Brasil.

Quando elegemos um governante, o fazemos na expectativa de que ofereça à sociedade um governo ético e justo. Isso inclui fazer um bom uso do dinheiro do contribuinte.

Nessa perspectiva tenho certeza que nenhum de nós quer ver seus impostos transformados em incentivos para gerar doenças e mortes. Esse subsídio é na melhor das hipóteses mais um crime de lesa-pátria.

MARCOS F. MORAES é presidente da Academia Nacional de Medicina.

Campanha São Paulo livre de fumo

Marina | Notícias | Segunda, 15 de Junho de 2009

Você já viu a campanha da lei livre de fumo de São Paulo?

Garçons e fumo passivo

Monica | Notícias | Terça, 9 de Junho de 2009

Sem colocar um cigarro na boca, garçons que trabalham na noite de São Paulo têm níveis de monóxido de carbono no organismo que alcançam os de fumantes. Convidada pelo G1, uma equipe do Centro de Referência de Álcool, Tabaco e Outras Drogas (Cratod) usou um monoxímetro, o “bafômetro do cigarro”, para testar o grau de exposição desses trabalhadores às substâncias nocivas do cigarro.

Três garçons e uma garçonete que trabalham no bar e restaurante Na Mata Café, no Itaim Bibi, na Zona Sul de São Paulo, participaram do teste, realizado na noite de quinta-feira (4). Nenhum deles fuma e, apesar disso, todos tiveram o nível de monóxido de carbono aumentado depois de algum tempo de trabalho - e muita exposição à fumaça do cigarro dos clientes. Alguns atingiram níveis observados em fumantes.

Muito prejudicial ao organismo, o monóxido de carbono começa a ser liberado quando o fumante acende o cigarro. “No nosso sangue existem células que têm como função captar oxigênio. Quando você está exposto a um nível alto de monóxido, ele invade essa célula e não deixa o oxigênio entrar. E intoxica o organismo”, explica Stella Martins, médica do CRATOD. O aparelho é capaz de medir a concentração do monóxido no ar expirado.

Em apenas uma hora exposto ao cigarro dos clientes, o garçom Manoel Severino de Lima, de 44 anos, teve a quantidade de monóxido de carbono quadruplicada. No primeiro teste, realizado às 21h35 de quinta-feira, ele tinha 3 ppm (partículas por milhão) no ar expirado.

A área de shows do Na Mata Café, onde ele trabalha, abre ao público às 22h. O teste foi repetido às 23h e o aparelho registrou 12 ppm. Essa quantidade é, geralmente, encontrada em fumantes. “Realmente, é muita coisa”, disse Lima após conhecer o resultado. Segundo Stella Martins, o monóxido demora cerca de 8 horas para ser totalmente eliminado do organismo.

A médica defende que a lei antifumo foi criada também para proteger esses profissionais, que podem ter a saúde prejudicada por causa do cigarro no ambiente de trabalho. Segundo Stella, pesquisas mostram que os garçons têm a concentração de monóxido aumentada de três a cinco vezes depois de um dia de trabalho. “É uma lei feita para proteger o não fumante e esse setor está mais exposto”.

O gerente do estabelecimento, Maurício Mariano, também sente o impacto do cigarro dos clientes. “Eu chego em casa puro cigarro, não tem jeito. Não consigo dormir sem tomar um banho”, contou. Apesar da preocupação, também citada pelos funcionários, de uma possível queda de movimento com a nova lei, Mariano concorda que ela trará benefícios para a saúde dos empregados. “Vai ser bom”, afirma.

FUMANDO ESPERO - sessões gratuitas até 4 DE JUNHO de 2009

Monica | Notícias | Quarta, 3 de Junho de 2009

Pessoal:

Os cinemas Arteplex Botafogo, no Rio de Janeiro, e Espaço Unibanco, em São Paulo, estão oferecendo entrada gratuita para o documentário Fumando Espero, de Adriana Dutra, sempre nas sessões de 18h, até quinta-feira que vem, 4 de junho. Aproveitem!

Abs
Mônica

Salvador livre de fumo

Marina | Notícias | Quinta, 21 de Maio de 2009

Salvador está prestes a se tornar mais uma capital livre de fumo: foi aprovado um projeto de lei que proíbe o fumo em ambientes fechados.

Combate ao tabagismo em pauta no Canal Saúde

Marina | Notícias | Quarta, 20 de Maio de 2009

Na próxima sexta-feira dia 22 às 13h, a ACT estará no programa Sala de Convidados do Canal Saúde/Fiocruz, debatendo o combate ao tabagismo. O programa será transmitido pelo site do canal. Acompanhe!

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